A Fé e a Razão – por Martha Triandafelides Capelotto
Em primeiro lugar, que as diferenças sempre existiram, existem e existirão pela simples razão de termos sido criados em tempos diferentes e com aproveitamentos das experiências de maneira desigual.
Mais uma vez, se faz necessária a compreensão do princípio reencarnatório para que possamos admitir essas diferenças e, até mesmo, compreender a Justiça Divina.
É importante salientarmos que o respeito por todos aqueles que são diferentes, diríamos, distintos, únicos, é atitude da maior relevância para o nosso crescimento espiritual, pois a não aceitação dos outros pelas diferenças que se estabelecem, leva-nos a tratá-los com a indiferença.
Por sua vez, a indiferença gera algo mais grave que é a exclusão afetiva como solução para as dificuldades nos relacionamentos. Inegavelmente, conviver é difícil, chega a ser mesmo, um desafio.
Porém, como em todas as coisas, necessitamos “aprender a conviver” para que a indiferença gerada pelo descaso não acabe gerando em nós, ausência de solidariedade.
Desse modo, não mais se justifica olharmos de maneira negativa as diferenças, mas sim, buscarmos nelas condições de aprendizado construtivo, tanto para aprendermos como disponibilizarmos os nossos próprios talentos e aptidões.
Diferenças não são defeitos, tampouco os diferentes são nossos oponentes. Quando abdicamos do afeto, caímos invariavelmente nas masmorras do desamor.
Assim, tenhamos atitudes positivas de combate ao nosso personalismo, que ainda é o grande obstáculo para o nosso crescimento espiritual. Jesus, na Parábola do Semeador, ao se reportar aos vários terrenos em que foram distribuídas as sementes, deixa-nos um tratado sobre as diferenças e suas etapas.
Os solos da narrativa correspondem aos níveis evolutivos em que cada qual dará frutos conforme suas possibilidades. Benditos sejam os diferentes com suas diferenças!
Umbandista sim, fanático não! – Por Alexandre Cumino
“Fanus” vem do grego e quer dizer templo, o fanático é aquele que “trocou” Deus pelo templo. A adoração dele já não é para Deus e sim para “coisas” do Templo em si. É a pessoa apegada ao meio e não ao fim pelo qual este meio busca alcançar.
Ele se prende entre procedimentos rituais, dogmas e tabus. O Fanático além de não pensar em outra coisa, senão no “Templo” com suas “regras” também crê que sua religião é melhor que as outras.
O fanático quer converter a todos e salvar o mundo com sua religião, a única que tem condições para isto. O fanatismo é um vício no campo da Fé.
O Templo é algo que faz parte da religião, mas não é a religião.
No templo se criam dogmas e tabus, na religião de Umbanda não, pois não está instituída, não responde a uma instituição. O que dá uma grande liberdade a seus praticantes que devem seguir sim a ética e o bom senso, pois esta sim é a Lei da Umbanda.
Seja livre, a Umbanda é livre, tanto que é quase uma “não-religião” ou uma “anti-religião”. Muitos são Católicos e frequentam a Umbanda, muitos são espíritas e praticam a Umbanda, outros são de nação e trabalham na Umbanda.
Podemos ser Umbandistas e visitar outras religiões e cultos, a Umbanda reconhece todos os caminhos levam a Deus. Umbanda é mais do que uma religião, é uma forma de pensar e viver.
Para mim “Umbanda é Universalismo prático”. Ser Umbandista é ter o pé no chão e a cabeça aberta a tudo. Religião não é um conjunto de regras, práticas, dogmas e tabus… religião é uma experiência concreta com o sagrado.
Religião é o ato de se religar a Deus. Religião é algo ligado ao sentir, o que se busca na religião transcende o intelecto. O pensar é algo bom, intelectualizar nem sempre é bom, muita coisa foi feita para sentir e não para se entender.
Quando encontrar Deus nas outras religiões e muito mais do que isso, quando encontrá-lo nas pessoas com quem convive, independente de sua crença, quando encontrá-lo dentro de você, então estará encontrando a Umbanda.
Consciência Mediúnica – Por Oswaldo Coutinho
A mediunidade é um atributo divino existente em todos os períodos da humanidade, é a oportunidade feliz que o homem hodierno tem de conhecer os mecanismos espirituais, participando da vida espiritual através da faculdade mediúnica, onde o Espírito encarnado tem condições psíquicas de entrar em contato com os dois planos da vida.
Ela é a fonte de ensinamentos sublimes, que nós, seres ainda imperfeitos e ignorantes, temos a oportunidade de ascensão e de crescimento espiritual através das suas lições nobres em relação ao mundo espiritual e sua relação com o mundo corpóreo. A mediunidade, bem dirigida e direcionada, é um manancial de luz e felicidade para aqueles que a seguem conforme o nosso senhor Jesus Cristo nos ensinou, dando de graça o que de graça recebemos.
O médium com Jesus é aquele que se esforça plenamente para vencer os seus vícios, muitas vezes milenares, pois a faculdade mediúnica é um dom de Deus em beneficio do homem ainda muito grosseiro e animalizado em relação às coisas espirituais.
Por isso, nós espíritas, que convivemos diariamente com esta faculdade, temos responsabilidades específicas em relação ao fenômeno mediúnico, do que estamos fazendo com a mediunidade, que direcionamento estamos dando a este fenômeno.
Temos que lutar dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, para romper as barreiras psíquicas que nos distanciam dos Espíritos nobres e bondosos que estão, a todo momento, nos convidando para a nossa reforma moral.
Fiquemos atentos para o chamado do alto que muitas vezes não queremos ouvir por conveniência, para não termos que largar as posições acomodatícias em relação à “renúncia” que a mediunidade impõe a todos aqueles que queiram seguir nos padrões éticos e morais que Jesus nos ensinou, através dos seus exemplos.
Assim constituindo-se um pronto socorro do céu na Terra para os que sofrem, as injunções perturbadoras das obsessões, das esquizofrenias, das síndromes em geral, dignifiquemos, a mediunidade com Jesus para que a nossa existência seja coroada de felicidade e paz. Na certeza de que cada vez mais façamos brilhar a nossa luz.
A Lenda do Vagalume

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume. Este fugia rápido da feroz predadora, e a serpente não desistia. Primeiro dia, ela o seguia. Segundo dia, ela o seguia… No terceiro dia, já sem forças, o vagalume parou e falou à serpente:
- Posso te fazer três perguntas?
- Não estou acostumada a dar este precedente a ninguém, porém, como vou te devorar, podes perguntar, contestou a serpente.
- Pertenço a tua cadeia alimentícia? Perguntou o Vaga lume.
- Não, respondeu a serpente.
- Eu te fiz algum mal? Diz o vagalume.
- Não. Tornou a responder a serpente.
- Então por que queres acabar comigo?
- Porque não suporto ver-te brilhar. Conclusões
Muitas vezes nos envolvemos em situações nas quais nos perguntamos: Por que isso me acontece se não fiz nada de mal, nem causei dano a ninguém? Certamente a resposta seria: Porque não suportam ver-te brilhar!
Quando isso acontecer, não deixe diminuir seu brilho. Continue sendo você mesmo, segue fazendo o melhor! Não permita que te lastimem, nem que te retardem. Segue brilhando e não poderão tocar-te… porque tua luz continuará intacta. Tua essência permanecerá, aconteça o que acontecer.
Seja sempre autêntico, embora tua luz incomode os predadores!!!
ORAÇÃO AO PRETO-VELHO – Por Attila Nunes
Assim seja, Preto-Velho que estás em nosso pensamento e ocupas um lugar de destaque em nosso coração.
Abençoado seja o teu nome no céu, assim como de redenção foi o teu sofrimento na terra. Benditas sejam as tuas agonias físicas, assim como para sempre sejam louvadas as tuas angústias morais. Intercede por nós junto ao Pai Misericordioso, tu que já galgaste as escaladas luminosas da espiritualidade, e comunica-nos essa força inquebrantável que elevou teu espírito aos páramos celestiais, onde te encontras.
Anima-nos a prosseguir, impávidos e serenos, através dos obstáculos da vida e combate, em nós, o desanimo traiçoeiro que, como banzo fatídico, nos aniquila o ser. Ajuda-nos a vencer na vida material, assim como quando em vida tu ajudaste, com teu labor escravo, o teu senhor de engenho.
Ensina-nos a ter, com tua experiência milenar, a calma, a resignação, a compreensão que muito necessitamos e que estejamos sempre contigo, assim como Jesus te tem na Santa Glória. A Ti, bondoso Preto-Velho, oferecemos esta prece, reafirmando a nossa fé, a nossa crença e a nossa esperança na tua força espiritual sempre a serviço do bem. Protege-nos, querido Preto-Velho que tanto sofreste quando de tua passagem pela terra.
Dá-nos coragem que, às vezes, nos falta, para que possamos prosseguir a nossa jornada, e algum dia tenhamos merecimento para receber as graças Divinas.
Assim seja.
Pedras de Amizade

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro. O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia: "Hoje, o meu melhor amigo deu-me uma bofetada no rosto."
Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram tomar banho. O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu na pedra: "Hoje, o meu melhor amigo salvou a minha vida."
O outro amigo perguntou: "Por quê é que, depois que te magoei, escreveste na areia e agora, escreves na pedra?"
Sorrindo, o outro amigo responde: "Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever onde o vento do esquecimento e do perdão se encarreguem de apagar a lembrança.
Por outro, quando nos acontece algo bom e grandioso, devemos gravar isso na pedra da memória do coração onde vento nenhum em todo o mundo jamais o poderá apagar." Só é necessário um minuto para que simpatize com alguém, uma hora para gostar de alguém, um dia para querer bem a alguém, mas é preciso de toda uma vida para que possa esquecê-lo.
Nós conhecemos as pessoas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem em nossas vidas!
A vida não tem sentido! por Roosevelt Andolphato Tiago

Estava próximo de realizar mais uma palestra, quando a coordenadora do evento me chamou e disse que havia uma pessoa que gostaria de falar comigo. Coloquei-me disponível para estabelecer o diálogo, mas a lembrei que faltavam quinze minutos para iniciar a apresentação, que seria às vinte horas.
Ela disse que seria breve, ele estava nervoso e recém saído da penitenciária, mas desejava falar. Eu confesso que estas últimas informações alteraram minha disposição em falar com ele, afinal, creio que a conversa seria longa. Mas vamos lá.
Apresentou-se a mim um homem no vigor de seus 45 anos que foi diretamente, sem devidamente apresentar-se, dizendo:
- A vida não tem sentido!
Mediante ao descontrole da situação, não do rapaz que parecia certo do que estava dizendo, ele, diante do meu silêncio insistiu:
- A vida não tem sentido!
Nisso faltavam apenas três minutos para a apresentação e o máximo que pude dizer a ele é que precisava iniciar o trabalho, mas tentaria, durante a palestra esclarecer sobre suas inquietações.
Realizei meu trabalho e ao término da apresentação não pude ver mais o homem, que se perdeu no tumultuo das pessoas e dos autógrafos dos livros. Mas a expressão dele afirmando sua descoberta sobre a vida, me perseguia o pensamento.
Naquela noite retornei para casa viajando quatro horas, e pensando na expressão contundente daquele homem, sobre sua impressão da vida e tudo mais.
Após horas de reflexão, guardando sempre o olhar fixo e forte do homem, cheguei a uma conclusão pessoal sobre o assunto:
- A vida não tem sentido! É isso mesmo, percebi que o homem tinha razão, a vida não tem nenhum sentido. Deus, em sua grandeza e sabedoria, respeita a liberdade de cada criatura e nos oferece uma vida sem sentido algum, para que cada um possa colocar o sentido que quiser.
A partir desta data, sempre que alguém me diz que a vida não tem sentido, eu respondo: – Você pois algum? Se não colocou, claro que não tem!
Cabe a cada um de nós, encontrar algo na vida que faça com que ela valha a pena, compete a cada um dar um sentido à vida que tem, ou ela nunca terá sentido.
Para que você vive? Qual razão lhe faz acordar todos os dias?
Na questão 920 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec pergunta: O homem pode gozar de completa felicidade na Terra? O obtêm como resposta: –
“Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra”.
Fica evidente que compete a cada um edificar a própria felicidade, afinal ela é subproduto de uma vida reta e pautada pelas bases sólidas das diretrizes apontadas por Jesus e assim, encontrarmos algo pelo qual valha a pena acordar todos os dias, além da graça e beleza natural da vida.
O que é um Cruzeiro das Almas na Umbanda? Isso dá azar? Chama a morte?

Geralmente encontrado dentro dos cemitérios que na Umbanda conhecemos como Campo Santo ou ainda Calunga Pequena, o Cruzeiro das Almas ficou conhecido como ponto de referência para que velas sejam acesas em lembrança e homenagem das pessoas que ali foram enterradas em um ritual para que suas almas sejam levadas a DEUS. Deixamosclaro aqui que não levantamos em hipótese alguma criticas para os irmãos de outras denominações religiosas que lá se dirigem no Cruzeiro ( termo mais conhecido e usado ) tomando o fato citado acima somente como exemplo.
Infelizmente também presenciamos em determinados cruzeiros trabalhos de ordem negativa que fogem do conhecimento de quem o fez do sentido religioso que este ponto de forças tem dentro da Umbanda e ainda vale lembrar que em outras situações encontramos sujeira que também é um fator de desrespeito para com Obaluayê e para com os que lá se dirigem.
Um Cruzeiro das Almas é uma passagem, ou ainda, um portal onde o espírito passa de um plano vibratório para outro e o Orixá que rege este campo de ação é Obaluayê (Rei Senhor das Almas), mas o cruzeiro serve somente para isso? Podemos interpretar "plano vibratório" como campo de energias, isso pode se aplicar a diversas situações que estejamos passando em nossas vidas como por exemplo: Uma doença física, emocional, uma obsessão complexa ou mesmo simples, magoas, ódios, rancores e todo sentimento de ordem negativa e quando falamos em Transmutação nos referimos também a modificação de vibração que nos problemas citados acima seria o oposto ou seja o lado positivo.
Se nos referimos a "planos" podemos ainda simplificar por "passagens" para que de forma simples nos tornemos mais compreendidos que da o título muito conhecido de Pai Obaluayê como também "Senhor das Passagens" Direcionamo-nos agora para uma casa, centro, tenda de Umbanda onde encontramos nos terreiro sempre um "cantinho" das almas" ou o Cruzeiro das Almas.
Muitas vezes um determinado guia nos da uma vela branca e nos pede para firma-la no mesmo, logo interpretamos que estamos com eguns, quiumbas ou algum sofredor, mas nos esquecemos que tal qual no campo santo, ali também é um ponto natural e sagrado de Obaluayê e muitas vezes a "vela" não para os outros, mas sim para nós mesmos, para podermos com a ajuda do Pai Transmutarmos algo de ruim ainda que não estamos conseguindo sozinhos resolver dentro de nós.
Lembramos ainda que o Cruzeiro de um centro tem a função de proteger também a casa de ataques de seres infelizes vampiros espirituais, etc… Como no campo santo é feito. Como podem ver nada tem a ver um cruzeiro das almas com azar ou chamamentos da morte, isso é fruto de crendices populares e gente infelizmente ainda mal informada dentro e fora da Umbanda. Além de um campo de proteção para a casa, ali ficam direcionadas as forças do Orixa Obaluayê, para que de forma sagrada e ritualistica elas possam ser evocadas.
O Cruzeiro das Almas é um ponto de luz e devemos sempre quando nos direcionarmos a ele como em qualquer outro campo de força de Orixas, com respeito, bom senso e acima de tudo Fé.
Não confunda o Médium com a Entidade!

É muito comum ver esse tipo de confusão sendo feita pelos consulentes, pessoas que vão ali no terreiro para conversar com as entidades, pedir conselhos ou apenas ouvir uma palavra de conforto pois, muitas vezes, elas fixam em suas cabeças a imagem do médium (que está com o corpo ali presente) proferindo aquelas palavras de conforto ou dando sábios conselhos sem sequer notar que quem na verdade está falando (ou deveria estar) é a entidade que está (ou deveria estar) ali trabalhando.
Há casos em que o consulente que esteve presente em alguma sessão no terreiro encontra um médium no meio da rua e resolve, sabe-se lá por qual motivo, pedir-lhe conselhos ali mesmo ou até mesmo contar uma longa história de sua vida, achando que ali, no meio da rua, o médium vai poder lhe ajudar da mesma forma que o ajudou no quando estava em transe mediúnico no terreiro.
É de fundamental importância que se tenha consciência que quando você vai a algum terreiro e conversa com uma entidade o médium está ali apenas como um canal de comunicação e não é ele (ou não deveria ser) que está proferindo aquelas palavras e, por mais que você se apegue à imagem do médium, você não estava conversando realmente com ele. Portanto, se você quer algum conselho, espere até a próxima sessão e vá até o terreiro para conversar com alguma das entidades, não ache que o médium está sempre com pensamentos positivos o suficiente para lhe dar um bom conselho. Médiuns são pessoas comuns e, como tal, tem sua vida e seus próprios problemas.
Lá no terreiro é outra história, ele está ali disposto a deixar seus problemas de lado e permitir que as entidades venham para, quem sabe, resolver os problemas de outras pessoas. O Médium Como diz o sábio ditado, “quando um não quer, dois não brigam” e isso é válido também para os médiuns que são abordados por pessoas no meio da rua que pedem insistentemente por algum conselho ou, com a desculpa de “apenas conversar”, tentam conseguir uma consulta fora de hora, em local inapropriado ou até mesmo com assuntos completamente alheios ao conhecimento do médium. O pior é que em alguns casos, o médium tentando dar uma de bom samaritano, acaba caindo na conversa e começa a dar conselhos e pitacos na vida de uma pessoa e esquece daquele outro velho ditado que diz que “se conselho fosse bom, não se dava, vendia”.
O perigo de sair dando conselho à revelia é que, vai que o conselho que você deu ali na maior das boas intenções acabou por desencadear uma série de acontecimentos que fugiram completamente ao controle tanto do seu “novo amigo” quanto ao seu próprio controle, se é que alguém alguma vez teve qualquer tipo de controle sobre os acontecimentos. Quando acontece algo deste tipo, você acaba manchando o seu nome, o nome do seu terreiro (claro, porque quando acontece algo de ruim a culpa é do terreiro que não presta, mesmo que o conselho não tenha saído diretamente lá de dentro) e, é aí que vem a pior parte, acaba manchando também o nome da entidade pois quando o fulano foi no terreiro, foi aconselhado por determinada entidade e, quando te encontrou no meio da rua e veio lhe pedir conselhos, na verdade estava querendo ouvir um conselho da entidade e vai, sem sombra de dúvidas, achar que é a entidade que a está aconselhando novamente.
Outro grande perigo para os médiuns é quando, em sua cabeça, ele começa a se confundir com a entidade que está ali trabalhando e começa a achar que ele deve interferir no que está sendo dito. Se você é um médium consciente (e imagino que muitos sejam) concentre-se ao máximo possível para que você nunca interfira no que a entidade está falando e se você sentir que algo não está certo ou que a entidade “se afastou” muito de você, é melhor parar a consulta e falar que a entidade foi embora, mesmo que seja no meio de uma conversa, vai ser muito melhor para você e para a pessoa que está ali se consultando. Volte a se concentrar, peça auxílio para o dirigente da casa ou algum outro médium com mais experiência para que a entidade volte e possa continuar a conversa com o consulente ou apenas para que ela (a entidade) fique ali energizando o seu corpo para que haja novamente o equilíbrio.
Nunca tente continuar a conversa caso você sinta que a entidade não está mais ali ou “se afastou” muito. Há também os que acabam desenvolvendo amizade ou contato mais próximo com algum consulente. Não é nenhum crime ter amizade por alguém, acontece que é muito importante, desde o início, que fique bem claro que uma coisa é a entidade dentro do terreiro, outra coisa é o médium, a pessoa que serve de canal para a entidade.
