Zeca Pagodinho e Jorge Ben Jor – Ogum
Deus adiante paz e guia
Encomendo-me a Deus e a virgem Maria minha mãe
Os doze apóstolos meus irmãos
Andarei nesse dia nessa noite
Com meu corpo cercado vigiado e protegido pelas as armas de São Jorge São Jorge que sentou praça praça na cavalaria
Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tendo pé não me alcancem
Tendo mãos não me pegue não me toquem
Tendo olhos não me enxerguem
E nem em pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo o meu corpo não alcançara
Facas e lanças se quebrem se o meu corpo tocar
Cordas e correntes se arrebentem se ao meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é da Capadócia
Salve, Jorge!
A História de São Jorge

Começamos a nossa homenagem a Ogum contando a sua história! Salve Jorge!
Chega o mês de abril e o povo se enche de vigor para louvar o “Santo Guerreiro”. Vestidos de vermelho, homens e mulheres saem nas ruas demostrando sua fé, mas quantos sabem sobre a vida de Jorge?
Para fortalecer todos aqueles que se agarram à Jorge, nosso querido Papai Ogum, na hora do sofrimento, falaremos um pouco sobre aquele que é conhecido por combater as demandas. Guerreiro originário da Capadócia e militar do Império Romano ao tempo do imperador Diocleciano, Jorge converteu-se ao cristianismo sem aguentar assistir calado às perseguições ordenadas pelo imperador. Foi morto na Palestina no dia 23 de abril de 303 d.C. Ele teria sido vítima da perseguição de Diocleciano, sendo torturado e decapitado em Nicomédia devido a sua fé cristã. A imagem conhecida por todos, do cavaleiro que luta contra o dragão, foi difundida na Idade Média.
Há uma grande variedade de histórias relacionadas a São Jorge, a imagem atual do santo, sentado em um cavalo com uma lança que atravessa um dragão, está relacionada às diversas lendas criadas a seu respeito, contadas de várias maneiras em suas muitas paixões. A versão mais corrente refere-se a um horrível dragão que saía de vez em quando das profundezas de um lago e atirava fogo contra os muros de uma longínqua cidade do Oriente, trazendo morte com seu mortífero hálito.
Para não destruir toda a cidade, o dragão exigia regularmente que lhe entregassem jovens mulheres para serem devoradas. Um dia coube à filha do Rei ser oferecida como comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhando-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia, montado em um cavalo branco, São Jorge.
Destemidamente Jorge enfrentou as perigosas labaredas de fogo que saíam da boca do dragão e as venenosas nuvens de fumaça de enxofre que eram expelidas pelas narinas do monstro. Após um duro combate, São Jorge venceu o terrível dragão, com sua espada de ouro e sua lança de aço. O misterioso cavaleiro assegurou ao povo que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão.
Eles deviam converter-se e ser batizados. Para alguns, o dragão (o demônio) simbolizaria a idolatria destruída com as armas da fé. Já a donzela que o santo defendeu, representaria a província da qual ele extirpou as heresias. A relação entre o santo e a lua viria de uma lenda antiga que acabou virando crença para muitos.
P á s c o a – Centro de Umbanda Caminhos de Aruanda

Você já deve ter percebido, pelas prateleiras abarrotadas de ovos e coelhos de chocolate, que se aproximam os dias da Páscoa. Os meios de comunicação, em geral, não lhe deixariam esquecer tal data.
Se, no entanto, alguém lhe perguntasse o que é a Páscoa, você saberia responder? Qual a relação com ovos, coelhos e chocolates? Tem-se notícias de que os israelitas, bem antes de Moisés, celebravam a Páscoa, sempre na primeira lua cheia da primavera, quando ofereciam à Divindade os primogênitos do seu rebanho.
A palavra em aramaico pashã, em hebraico pesah (pessach), significa a passagem. Segundos uns, do sol pela constelação do carneiro ou da lua pelo seu ponto mais alto. Nas línguas saxônicas o nome indica uma associação com o mês de abril, quando se comemorava a morte do inverno e a recuperação da vida, a chegada da primavera. O sentido de passagem é relacionado no livro bíblico Êxodo. Foi na época da Páscoa que se deu a libertação do povo hebreu.
Cerca de quinze séculos antes de Cristo, depois de ter vivido cerca de quatro séculos no Egito, duramente tratado pelos faraós, conseguiu o povo de Israel abandonar para sempre a terra da escravidão. Naquela noite, os hebreus se serviram da carne assada de um cordeiro, pães ázimos, isto é, sem sal e fermento e alfaces amargas. Em memória daquela noite, todo ano, pelo catorze de Nisan (o mês de abril), os chefes de família celebravam a Páscoa comemorando agora a libertação do cativeiro egípcio.
Os Evangelhos nos dão notícias da última ceia de Jesus com os Apóstolos justamente à época da Páscoa. A paixão, morte e ressurreição de Jesus coincidiram com essa festa. Para os cristãos, a data deve lembrar a ressurreição do Cristo. Após a Sua morte na cruz, Ele se mostra vivo para os Apóstolos, discípulos e amigos. Em corpo espiritual, Ele penetra em recintos fechados, aparece e desaparece, fala em tom breve. Seus discípulos sentem que já não é um homem. É, no entanto, o amigo que retorna para orientar, esclarecer. Jesus voltou, indicando que a morte não existe, provando todas as Suas palavras, dando testemunho da Imortalidade. Paulo de Tarso, o Apóstolo dos Gentios, afirmava que se o Cristo não ressuscitara, vã seria nossa fé. O costume de oferecer ovos como presente, nessa época, remonta aos antigos egípcios.
Entre nós, o costume foi trazido por missionários que visitaram a China. Só que antigamente, eram ovos mesmo, de pata ou de galinha, coloridos e enfeitados, depois transformados em ovos de chocolates. Para alguns historiadores, o coelho, por ser o animal que mais se reproduz, traduz antigos ritos da fertilidade. Assim, a Páscoa para o cristão deve lhe trazer à memória o ensino vivo da Imortalidade, atestado pelo próprio Cristo.
Recordar Jesus, pois, Seus ditos e Seus feitos: eis a verdadeira comemoração da Páscoa. Importante que nos libertemos de ritualismos, de cultos exteriores, que nos retardam o progresso. Só então o Reino de Deus fará morada em todos os corações, realizando-se a reforma íntima de todos os homens.
Pense em mim

Se você me ama, não chore.
Se você conhece o mistério insondável
do céu onde me encontro…
Se você pudesse ver e sentir o que eu
sinto e vejo nesses horizontes sem fim
e nesta luz que tudo alcança e penetra
você jamais choraria por mim.
Estou agora absorvido pelo encanto de
Deus, pelas suas expressões de
infinita beleza.
Em confronto com esta nova vida,
as coisas do tempo passado são
pequenas e insignificantes.
Conservo ainda todo o meu afeto por você
e uma ternura que jamais lhe pude,
em verdade revelar.
Amamo-nos ternamente em vida, mas tudo
era então muito fugaz e limitado.
Vivo na serena expectativa de sua
chegada, um dia… entre nós.
Pense em mim assim: nas suas lutas,
pensa nesta maravilhosa morada
onde não existe a morte
e onde, juntos, viveremos no enlevo
mais puro e mais intenso, juntos à fonte
inesgotável da alegria e do amor.
Se você verdadeiramente me ama,
não chore mais por mim.
“EU ESTOU EM PAZ”
Mensagem de Chico Xavier
graves problemas de relacionamentos,
não se detenha na lembrança dos momentos difíceis,
mas na alegria de haver atravessado
mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde,
não pense no sofrimento
que foi necessário enfrentar,
mas na bênção de Deus
que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida,
as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade,
e lhe darão confiança
diante de qualquer obstáculo.
Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros;
outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita;
outros, falar.
Uns queriam silêncio;
outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo;
outros, ter pés.
Uns queriam um carro;
outros, andar.
Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe
e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior.
Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera;
a inferior, julga;
a superior, alivia;
a inferior, culpa;
a superior, perdoa; a inferior, condena.
Tem coisas que o coração só fala
para quem sabe escutar!
Chico Xavier
Educação dos Médiuns – Parte 3

PLANOS DIVINOS
A mediunidade é um dos meios de ação pelo qual se executa o plano divino e os médiuns não têm o direito de utilizá-la ao sabor de suas fantasias nem formar em torno de si uma atmosfera de misticismo e de personalismo. Surge daí a necessidade da responsabilidade onde muitos utilizam a sua faculdade a satisfação do amor-próprio ou de interesses comuns.
PROPÓSITOS
Deve se ter o firme propósito do bem. Permitindo-se ao médium se impregnar de fluidos purificados. Criando em torno de si uma atmosfera que o protegerá de ser envolvido nas ciladas do invisível.
FINALIDADE DA MEDIUNIDADE
O espiritismo atribui a mediunidade duas finalidades fundamentais que são: 1. Dar aos homens o conhecimento da verdade 2. Promover a melhora espiritual do médium.
PREPARO E CUIDADO DOS MÉDIUNS
Existem inúmeros cuidados que visam a preparação interior do médium, que devem ser observadas no dia do trabalho, como:
1. Despertar: Cultivar atitude mental digna desde cedo;
2. Alimentação: Antes das reuniões não deve alimentar-se em demasia e nem ficar sem alimentação (“problemas digestivos = cérebro inábil”);
3. Repouso físico e mental: Após o trabalho profissional ou doméstico, reservar alguns momentos para o refazimento mental;
4. Prece e meditação: Buscar a inspiração da vida maior, para que realiza aquilo que para ele esteja programado;
5. Superação de impedimentos de última hora que naturalmente podem ocorrer: uma série de impedimentos contornáveis pelo uso do bom senso e da disciplina não podem constituir-se em fatos que afastam o médium da obrigação assumida com sua consciência e com o trabalho que participa.
Todo o conteúdo deste artigo, que foi divido em 3 partes, é de autoria do Templo de Umbanda Caboclo Tupinambá.
Educação dos Médiuns – Parte 2

O QUE O MÉDIUM DEVE EVITAR?
Na primeira fase do desenvolvimento, o médium de evitar qualquer pretensão vaidosa de supor-se capaz dos grandes feitos mediúnicos, Que Espíritos inferiores e levianos assumam o predomínio de sua mediunidade e não se percam assim os frutos que ela poderá oferecer.
CUIDADOS
O médium que se educa espiritualmente e amadurece a sua faculdade através dos esforço, estudo e disciplina moral, passa a ser assistido pelos bons Espíritos que o preservam das ciladas do mundo invisível. Os bons médiuns são raros, por falta de uma educação e de um adestramento seguro. A faculdade mediúnica é delicada e necessita de acuradas precauções, perseverantes cuidados, método, aspirações nobres e a conquista de uma cobertura espiritual de caráter elevado.
AMBIENTE SEGURO
O ambiente da prática mediúnica deve ser seguro, organizado, sério para evitar o perigo de um falso desenvolvimento em que predominam as viciações, E ainda os condicionamentos, os automatismo, as falsas concepções do que sejam os Espíritos Guias, as mistificações e a obsessão.
FUNÇÃO DOS MÉDIUNS
Não há mais nobre, mais elevado encargo do que participar do trabalho de propagação da verdade e progresso da humanidade Sob a inspiração de espíritos da verdade, que nos incitam à luz e à perfeição, este é o papel da mediunidade, a não ser que consideremos a mediunidade com passatempo, desencargo de consciência. Se ajudarmos através de nossas percepções tres Espíritos por reunião: 01 ano tem 52 semanas x 3 = 156 10 anos tem 520 semanas x 3 = 1560 20 anos tem 1040 semanas x 3 = 3210 30 anos tem 1560 semanas x 3 = 4560 Isto na Reunião mediúnica e se levarmos em conta aqueles que podermos ajudar no dia a dia, afinal somos médiuns as 24 horas do dia.
Educação de Médiuns – Parte 1

A mediunidade quando não é orientada para os caminhos do bom senso, pode turvar a vida e ser instrumento de perturbação geral. A mediunidade em harmonia pode fazer grandes coisas. A educação mediúnica pode começar no simples modo de falar aos outros, transmitindo brandura e alegria, amor e caridade em todos os atos da vida.
NECESSIDADES
Qualquer conquista humana exige esforço, dedicação, estudo, perseverança. O desabrochamento de uma faculdade mediúnica e seu aprimoramento, também necessitam de educação, esforço, disciplina e aquisição de valores morais e espirituais.
ESCLARECIMENTOS
A mediunidade à luz da Doutrina Espírita exige orientação disciplinadora, séria e esclarecida, para evitar ciladas e enganos, perigos e dissabores que a invigilância, a indisciplina e o despreparo podem gerar (médiuns de aparências).
FASES
O desabrochamento de uma faculdade mediúnica se faz através de diferentes fases que o médium deve previamente conhecer para colaborar conscientemente com as entidades espirituais que orientam o seu desenvolvimento (Estudo/entendimento/vivência/exercício)
OBJETIVOS DO MÉDIUM
É importante que o médium não procure na mediunidade um objetivo de simples curiosidade, de diversão ou de interesse particular ou por medo. Mas encará-la como coisa sagrada que deve utilizar para o bem do semelhante, sustentada na elevação moral e no estudo sério e edificante.
A Umbanda pelos Jovens – Por Gustavo Santiago

Certo dia conversando com um amigo e ele começou a questionar o porquê de eu ser umbandista e pediu para lhe explicar o que é a Umbanda.
Pergunta simples e muito complexa, a Umbanda é uma religião que acredita na reencarnação, na evolução do ser humano, tanto encarnada quanto desencarnada, nos Orixás, que são as forças da natureza, na comunicação entre os espíritos desencarnados e nós que estamos encarnados, nossa bandeira é prestar a caridade, que Jesus tanto pregou, e antes de tudo acreditamos em Deus, um único criador, bom e justo, só o chamamos por outro nome, de Zambi.
Mas ué, os Orixás não são forças da natureza, vocês incorporam as forças da natureza?
Calma, vamos lá, eu sou filho de Xangô, que é meu chefe de cabeça e ele incorpora em mim. Esse Xangô é um espírito evoluído que vibra na linha do Orixá Maior Xangô, o Orixá Maior não incorpora em ninguém e esse sim, é a força da natureza, que no caso de Xangô, vem das pedreiras. O "meu" Xangô me acompanha para me proteger, orientar e guiar, como um pai aqui na terra.
Mas como funciona isso? Como é a incorporação?
Essa é a parte em que falamos da comunicação entre os espíritos e nós, da mediunidade. Existem pessoas que já nascem com a mediunidade aflorada, essas podem ver vultos ou os próprios espíritos, podem escutar os espíritos podem até incorporar. Esses espíritos evoluídos dos quais estávamos falando, para vir aqui nos orientar e ensinar, eles precisam de um meio de falar conosco, precisam de no mínimo a voz, por isso a incorporação ao incorporarmos uma entidade, estamos cedendo nosso corpo para que essa possa trabalhar e ajudar as pessoas que precisam de ajuda aqui na terra.
Ele disse: "Realmente, do jeito que você falou a Umbanda não parece ser a coisa ruim que ouvimos falar por aí."
De fato não, é um pecado uma religião que só prega a caridade, que visa a evolução do homem em um homem de bem, ser taxada como algo de ruim.
O que acontece é que a Umbanda assim como a Capoeira que também sofreu muito preconceito tempos atrás, mas que vem diminuindo bastante de uns tempos pra cá, é uma herança dos negros africanos que vieram para o Brasil como escravos.
Mas a Umbanda está aqui para acabar com isso, para ensinar a nós a bondade, para nos ajudar a evoluir, tornar esse mundo um mundo melhor através da evolução individual de cada um. Quando as pessoas começarem a aceitar que Deus pode ser chamado por vários nomes, o mundo vai se tornar sem sombra de dúvidas um lugar um pouquinho melhor. Afinal apenas 33% da população mundial é cristã e se Deus fosse só "Deus" 67% do mundo estaria errado.
Amigos Espirituais – Espirítos Simpáticos
Espirítos simpáticos podem ser bons ou maus, conforme a natueza das nossas diposições intimas. Ligam-se a nós por uma certa semelhança de gostos, de acordo com nossas inclinações pessoais.
A duração de suas relacões, que também são temporárias, se acha subordinada a determinadas circunstâncias, vinculadas a prsist~enia dos desejos s do comportamento de cada um.
Simpatizam com nossas idéias, com nossos projetos, pocuram nos ajudar e, muitas vezes, tomam nossas dores contra nosso adversários, situação que não contam com os beneplácitos dos Espíritos
Protetores. O amigo espiritual, em si, comparece quando é invocado por meio de uma simples prece.
Autoria de Joana de Angelis
