Editoriais
BAMBINA: UM EXEMPLO DA IMPORTÂNCIA DAS MULHERES NA UMBANDA
*Tanya Nunes
Raríssimas religiões permitem que a mulher comande suas cerimônias. A maioria – em todo o mundo – é norteada por homens, sem chance para que as mulheres exerçam sua religiosidade à frente dos cultos. Sempre são relegadas a um segundo plano.
As religiões mediúnicas no Brasil, ao contrário, privilegiam a mulher, líder natural nos centros umbandistas, candomblecistas e kardecistas.
Conheci meu marido, Átila Nunes Filho, graças à minha saudosíssima sogra, Bambina Bucci, quando passávamos férias no sul de Minas Gerais, há cerca de 30 anos. Jamais esquecerei a frase dela quando me conheceu ao lado de meus pais. Eu tinha 18 anos e ela disse: “você será minha nora e me dará netos”.
A previsão mediúnica aconteceu. Casei com o Átila e tive dois filhos: o Átila Nunes Neto e o Átila Alexandre Nunes. Tenho 2 netos: o Diego Átila Nunes e a Amanda. Somos uma família unida e extremamente feliz.
Minha sogra Bambina sempre foi o braço direito de meu sogro Attila Nunes de quem foi companheira até ele fazer sua passagem em 1968. Ela era brasileira, descendente de italianos, tendo nascido em Batatais, no Estado de São Paulo, no dia 10 de junho de 1920
Em 1948 nasceu seu único filho, Átila Nunes Filho, deputado sempre eleito e reeleito pelos umbandistas, desde 1970. E foi exatamente neste ano que ela e o marido criaram o Programa Melodias de Terreiro, que está no ar desde essa data.
Inteligência viva, temperamento nervoso, agitado, Bambina Bucci fez o ginasial no Rio, completou seus estudos na terra bandeirante e diplomou-se na Escola Normal de sua terra natal.
Ingressou no rádio em 1940. Locutora, rádio-atriz, produtora de programas, umbandista convicta e dotada de grande facilidade de escrever, produziu dezenas de preces e poemas, destacando-se Mensagem da Fé, Oração do Enfermo, Prece ao Alto, Mensagem de Oxalá, Prece do Cruzeiro das Almas, Oração à Mãe de Jesus, Gratidão, Creio em Deus, Meditação, Procura a Tua Luz, Oração dos Cegos, Caboclo da Mata, Sete Penas Brancas, Mensagem de Lázaro e Prece do Presidiário.
A metapsíquica sempre exerceu grande fascínio sobre Bambina Bucci que, possuindo dons extraordinários de vidência-auditiva, prestou bons serviços aos que a procuravam imbuídos de fé.
Grande parte de sua vida foi dedicada ao estudo do sobrenatural e dos fundamentos do espiritismo em todas as suas formas, principalmente no que tange ao culto religioso da Umbanda. Seu espírito de curiosidade, entretanto, leva-a a voltar, também, suas atenções ao esoterismo e até mesmo ao agnosticismo, doutrina que declara o absoluto inacessível ao espírito humano.
Vereadora eleita e reeleita por 16 anos para a Câmara Municipal do Rio, autora de dezenas de leis municipais que garantiram a igualdade religiosa, Bambina Bucci produziu e apresentou durante três décadas o Programa Melodias de Terreiro, o mais antigo programa do rádio brasileiro. Hoje, o programa é produzido e apresentado pelo Átila Nunes Filho e pelo Átila Nunes Neto, na Rádio Metropolitana AM 1090 do Rio de Janeiro, podendo ser acessado na primeira rádio web de Umbanda do Brasi através do www.radiomelodiasdeterreiro.com.br
Minha sogra Bambina Bucci foi uma das extraordinárias mulheres que dedicaram – e continuam dedicando – sua existência às religiões mediúnicas. Seu carisma e liderança serviram ao Bem, contribuindo para a luta contra a intolerância religiosa e para a liberdade de culto.
Bambina não foi apenas o símbolo feminino da luta contra o preconceito religioso. Ela se tornou o ícone da importância da mulher nos cultos afrobrasileiros.
Na próxima segunda-feira, dia 22 de junho, estaremos reunidos numa cerimônia simples em sua memória no Templo de Oxosse. Sei que ela continua viva no Astral Superior, mas tenho muitas saudades dela. Muita mesmo.
* Tanya Nunes é advogada e consultora dos Programas Melodias de Terreiro (Rádio Metropolitana AM 1090) e Reclamar Adianta (Rádio Bandeirantes AM 1360)
Os que deixam marcas de bondade
“Exu” e “lavadeira”
O fato é que seres humanos não nascem com preconceitos. O fanatismo com características preconceituosas é aprendido, normalmente na infancia.
Satisfação pública
Receitas com ingressos chá fraterno: R$ 520,00
Chá – R$ 497,00
Camisas – R$ 2.286,00
Carta aberta ao Ministro da Cultura diante da injustiça com o filme de tema espírita “Nosso Lar”
Senhor Ministro de Estado da Cultura Juca Ferreira
É do conhecimento da maioria da população brasileira o sucesso absoluto de filmes de fundo espírita como “Chico Xavier” e “Nosso Lar”.
Milhões de brasileiros, espíritas ou não, foram atraídos aos cinemas. O filme “Nosso Lar” ultrapassou a casa dos 2.000.000 de espectadores em cerca de duas semanas de exibição. Um sucesso absoluto. Recorde nacional.
O Ministério da Cultura decidiu abrir uma votação pública para a escolha do filme brasileiro a ser indicado para concorrer ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar 2011. O internauta poderia opinar na escolha do longa metragem que representaria o Brasil em Hollywood.
O ganhador em indicações foi o filme com tema espírita “Nosso Lar”, com 88.894 indicações (70%) para ser indicado ao Oscar como representante do Brasil. O filme “Lula, filho do Brasil”, com apenas 1.646 votos (1%) foi um dos que recebeu menos indicações por parte dos internautas no site oficial do Ministério.
A garantia do Ministério da Cultura, contudo, de levar em consideração a opinião popular não foi cumprida: neste último dia 23 de setembro, quinta-feira, a Comissão de Seleção Oficial do Oscar de sua Pasta escolheu o filme “Lula, o Filho do Brasil”, filme que teve apenas 1% dos votos do público.
Senhor Ministro, a Comissão de Seleção Oficial do Oscar do Ministério da Cultura cometeu várias injustiças.
Injustiça com 70% dos internautas que acessaram o site de sua Pasta e que indicaram o filme com tema espírita “Nosso Lar” para concorrer ao Oscar.
Injustiça com os profissionais que atuam na indústria cinematográfica brasileira.
Injustiça em utilizar critérios políticos, ao em vez de meritórios.
E sobretudo, a Comissão de Seleção Oficial do Oscar do Ministério da Cultura cometeu um gravíssimo desrespeito aos que acreditavam que a Cultura nacional, quando recebesse atenção do governo, seria preservada de influências político-partidárias.
Senhor Ministro, intervenha na estapafúrdia e desrespeitosa decisão da Comissão de Seleção Oficial do Oscar instituída pelo no seu Ministério. Aja contra essa injustiça, para que Vossa Excelência também não se torne um injusto.
Nossa indignação não é motivada pela nossa fé. É motivada por vermos critérios políticos esmagarem o trabalho profissional dos responsáveis pelo “Nosso Lar”. Por esmagarem a vontade da maioria da população. Por esmagarem a honestidade e o bem.
Não permita, Senhor Ministro, que essa injustiça de se preterir um sucesso autêntico de bilheteria, semeie no coração de todos nós a crença de que de nada vale o talento. Essa decisão apequena seu trabalho e mancha sua reputação.
Lembrando o espírito São Luis: “calar diante dos erros quando se pode ajudar é omissão. Silenciar diante do mal é compactuar com ele”.
Atenciosamente
ÁTILA NUNES NETO
Texto oficial divulgado pelo Ministério da Cultura antes do dia 23 de setembro, quando então, “Nosso Lar”, com 70% de indicações, foi preterido.
Fonte: (Assessoria de Comunicação SAv/MinC – Ministério da Cultura)
Filme “Nosso Lar” é o vencedor de enquete
Por meio de uma enquete que ficou disponível no site do Ministério da Cultura entre os dias 8 e 20 de setembro, o público elegeu “Nosso Lar” como o filme brasileiro que gostaria de ver concorrendo ao Oscar 2011. No total, a enquete recebeu quase 130 mil votos. O filme preferido pelo público obteve quase 89 mil votos, o equivalente a 70% da votação.
O resultado será uma indicação para auxiliar a Comissão de Seleção (composta por membros indicados pelo MinC, pela SAv, Ancine e Academia Brasileira de Cinema) na decisão de qual filme brasileiro recomendar para concorrer ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira, no Oscar 2011.
O objetivo desta enquete foi o de estimular as pessoas a assistirem a produção nacional de cinema, apontando seus filmes favoritos.
A Comissão de Seleção se reunirá na próxima quinta-feira, dia 23 de setembro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Às 12h00, fará o anúncio do longa escolhido, seguido por uma coletiva de imprensa.
Confira a votação:
• Nosso Lar
(70,0%, 88.894 Votos)
• Chico Xavier
(12,0%, 14.881 Votos)
• Os Famosos e os Duendes da Morte
(8,0%, 10.437 Votos)
• O Grão
(2,0%, 2.431 Votos)
• Antes que o mundo acabe
(2,0%, 2.035 Votos)
• Lula, o Filho do Brasil
(1,0%, 1.646 Votos)
• Cinco Vezes Favela, Agora Por Nós Mesmos
(1,0%, 1.227 Votos)
• As Melhores Coisas do Mundo
(1,0%, 1.147 Votos)
• Utopia e Barbárie
(1,0%, 843 Votos)
• Carregadoras de Sonhos
(1,0%, 659 Votos)
• O Bem Amado
(0,0%, 582 Votos)
• Reflexões de um Liquidificador
(0,0%, 520 Votos)
• Em Teu Nome
(0,0%, 448 Votos)
• É Proibido Fumar
(0,0%, 423 Votos)
• Bróder
(0,0%, 375 Votos)
• Quincas Berro D’água
(0,0%, 350 Votos)
• A Suprema Felicidade
(0,0%, 202 Votos)
• Olhos Azuis
(0,0%, 182 Votos)
• Sonhos Roubados
(0,0%, 163 Votos)
• Hotel Atlântico
(0,0%, 70 Votos)
• Os Inquilinos
(0,0%, 62 Votos)
• Cabeça a Prêmio
(0,0%, 56 Votos)
• Ouro Negro
(0,0%, 54 Votos)
(Assessoria de Comunicação SAv/MinC)
A luta pela sobrevivência de um dos mais tradicionais centros espíritas do Brasil
Ao longo dos últimos 50 anos, nossa família tem se dedicado aos postulados espiritualistas. E sempre tivemos a ajuda de irmãos anônimos que, em cada centro, mantiveram viva a luta contra a discriminação.
A maioria dos centros não tem recursos, é verdade. Ainda assim, quase todas as casas de caridade se mantêm abertas graças à dedicação não só dos dirigentes, mas dos seus colaboradores.
Hoje, viemos pedir sua solidariedade para o Centro Espírita Bezerra de Menezes.
O Centro funciona na casa onde o Dr. Bezerra de Menezes dava consultas. Na época, funcionava uma farmácia no térreo e ele atendia no sobrado.
Quando desencarnou, o espaço ficou abandonado. O médium Paulo Garrido então, alugou a parte de cima, onde passou a funcionar o Centro Espírita Bezerra de Menezes. Nesse espaço ainda existe a sala com a mesma mesa em que ele atendia pacientes.
Atualmente são feitas palestras espíritas, atendimento de psicografia, desobsessão, passes, além de programas de assistência para desabrigados e moradores de rua, através de cestas básicas e refeições. E como sempre, com a colaboração de doações de voluntários.
O maior desafio é a ausência de receita. O Centro tem uma divida em impostos no valor de R$35.000,00, e a ordem de despejo está marcada para o próximo dia 25 de novembro!
Apesar de já termos conseguido a isenção de IPTU, concedendo ao centro o título de utilidade pública, ainda há muito o que fazer.
Bezerra de Menezes é uma personalidade emblemática do Espiritismo. E o centro espírita que leva seu nome foi dirigido por muitos anos por Paulo Garrido, que tinha especial carinho e respeito pelas entidades que incorporam nos médiuns umbandistas.
Sua filha, Selma Garrido, dirige hoje essa casa de caridade. E é chegada a hora de todos que crêem na reencarnação, como os espíritas, umbandistas e candomblecistas, se unirem para salvar essa casa tradicional.
Podemos fazer nossa parte, da mesma forma como – tenho certeza – o saudoso Paulo Garrido e sua herdeira, fariam por uma casa de matriz africana.
Como ajudá-los?
Haverá um Chá Beneficente – 19 de outubro, 3ª feira, às 18:30, ingressos a R$5,00 (toda renda obtida será revertida para salvar o Centro) – informações 2489-6715 ou 9975-5279
Acontecerá também uma peça teatral “Aconteceu no Centro Espírita” – ingressos limitados por R$5,00(toda renda obtida será revertida para salvar o Centro) – informações 3458-7766
Outra forma de ajuda é através de doações na sede do Centro Espírita Bezerra de Menezes (com recibo constando CNPJ do Centro) – Rua da Constituição, 45, sobrado, Centro- informações 2222-2750, ou então, através de doações para a conta de Selma Garrido (filha de Paulo Garrido, presidente do Centro Espírita Bezerra de Menezes) – CEF – ag 2387 /operação 013 / conta poupança 025156-1 – Selma Garrido Coelho
Outra maneira é a aquisição de camisetas “Eu Ajudo – Centro Espírita Bezerra de Menezes” - vendidas no Centro Espírita Bezerra de Meneses, Templo Estrela do Oriente e Centro de Umbanda Caminhos de Aruanda , por R$16,00 – informações 2489-6715 ou 9975-5279
Por favor, participem e divulguem.De mãos dadas, espíritas, umbandistas e candomblecistas poderão salvar o Centro Espírita Bezerra de Menezes!
Mais uma vez, obrigado. Somos gratos a todos.
Que Deus e os espíritos de luz guardem, protejam e abençoem nossos caminhos.
Com o carinho dos seus irmãos,
Átila Nunes Filho e Átila Nunes Neto
UMBANDA UNIDA, UMBANDA FORTE!
Por favor, clique: http://www.youtube.com/watch?v=Ws-blM9Ah_Y
Átila Nunes e Átila Nunes Neto
ENTREVISTA COM MÉDIUM QUE INCORPORA DR. FRITZ
Nos próximos dias 23 e 24 de fevereiro, o Programa Melodias de Terreiro recebeu a presença do médium Rubens Farias Junior, conhecido em todo o Brasil e no exterior por desenvolver atividades mediúnicas ligadas a curas espirituais da década de 80.
Rubens incorpora o espírito Dr Fritz e realiza cirurgias espirituais.
O médium chamou a atenção em meados da década de 90, fazendo com que, além do Rio de Janeiro, o médium também fosse solicitado em São Paulo.
O médium descreve o Dr. Fritz como um homem forte, alto, de cabelos penteados para trás, barba ruiva, e que usa óculos. Apresenta-se de forma dócil, com foco na cura da matriz do corpo astral para que se possa processar a cura do corpo físico.
A exemplo de todos os médiuns que incorporaram Dr Fritz, Rubens foi pressionado pelos Conselhos Regionais de Medicina que alegavam exercício ilegal da medicina.
Rubens se mudou para a Alemanha, onde dá aulas e ministra palestras por toda a Europa sobre paranormalidade. Lá, continua realizando curas espirituais.
Aparições do Dr. Fritz
O espírito do voluntarioso médico alemão Adolf Fritz que teria desencarnado na Primeira Guerra Mundial é identificado como sendo Adolph Frederick Yerperssoven. O fato é que não existia nenhum médico o nome de Adolf Fritz alistado nas forças alemãs naquela época.
Os médiuns que já incorporaram o Dr. Fritz:
José Pedro de Freitas, o Zé Arigó
Nascido em Congonhas-MG, Zé Arigó foi instrumento do Dr. Fritz de 1950 a 1971, curando os enfermos utilizando métodos nada ortodoxos. Foi preso por exercício ilegal da medicina, mas mesmo na cadeia manteve a atividade: atendia internos, parentes, carcereiros e até um delegado da época levou sua mãe para ser operada da coluna. Artistas da televisão, cantores e outras celebridades enfrentavam filas quilométricas para receber o atendimento oferecido pelo médium. Muitos tentaram desmistificar os atos de Zé Arigó sem sucesso e ainda hoje, trinta e quatro anos depois da sua morte, a ciência ainda se recusa a admitir que o fenômeno estava além do curandeirismo ou charlatanismo. Contestam aquilo que as imagens fartamente gravadas pelas câmeras de TV não permitem esconder.
Edson Queiroz
Médico de Recife-PE, que desde criança afirmava brincar com fantasmas. Na juventude resolveu cursar medicina (oa invés de engenharia, que seria sua vocação), por ordem dos Espíritos Superiores. Assumiu a influência do Dr. Fritz logo após a morte de Zé Arigó, na década de 70.
Foi processado pelo Conselho de Medicina em 1991.
Rubens Faria Jr.
Engenheiro eletronico carioca, ganhou notoriedade com cirurgias mediúnicas guiadas pelo espírito do Dr. Fritz a partir de 1984.
Atuando em São Paulo e Rio de Janeiro, operou celebridades como o ator Christopher Reeve, o sertanejo Leandro e o ex-presidente Figueiredo.
Foi processado pelo Conselho Regional de Medicina.
Aylla Harard
A médium Aylla Harard, 33 anos, nascida na Guiana (ex-Guiana Inglesa), incorpora o Dr. Fritz desde meados de 2003 na cidade de Guaratinguetá-SP.
TRAGÉDIA ANUNCIADA
Segundo a Polícia Civil, três membros da igreja Deus é Amor estavam em um local conhecido como Morro de Sapucaia, fazendo orações, quando viram um grupo de cinco umbandistas acendendo velas.
Dois evangélicos foram em direção ao grupo de Umbanda para, segundo a polícia, repreendê-los.
Houve forte discussão, e um dos membros da igreja acabou sendo esfaqueado no pescoço e morreu no local. Um outro foi esfaqueado no abdômen, virilha e na perna. Ele foi submetido a uma cirurgia e está internado em um hospital da região. O terceiro membro da Deus é Amor ficou à distância, vendo a confusão, de acordo com a polícia.
Essa notícia é trágica, sob todos os pontos de vista. É trágica por ter custado a vida de um ser humano. É trágica por revelar absurda intolerância religiosa. É trágica por termos chegado ao ponto do preconceito religioso no Brasil, acabar ao ponto de conflito físico.
Não conheço detalhes do episódio, mas o desfecho é profundamente lamentável. Um grupo da Igreja Deus é Amor fazia orações próximo a um grupo de umbandistas que acendiam velas. Alguns membros daquela Igreja aproximam-se dos umbandistas e os repreendem (por acenderem velas). O resultado foi uma discussão que resultou em brigas e morte.
Lamentável. Mil vezes lamentável.
Tanto eu, quanto meu pai, o deputado Átila Nunes, vimos alertando para a possibilidade de uma tragédia resultante da intolerância religiosa no Brasil. Pois bem, aí está. A omissão das autoridades permitiu um acontecimento trágico, absolutamente desnecessário.
Se o governo tivesse, há 30 anos, quando começaram as demonstrações de preconceito religioso nas emissoras de rádio e TV, agido com severidade, impedindo o proselitismo religioso carregado de ódio contra as demais religiões, não teríamos chegado a esse ponto.
Pelo contrário. Em troca de votos no Congresso Nacional, o governo liberou inúmeras concessões de rádio e TV, onde diariamente – há décadas – igrejas eletrônicas destilam ódio contra espíritas, umbandistas, candomblecistas e até católicos (como esquecer os chutes na imagem de Nossa Senhora da Aparecida por um desses “bispos”?)
Para entender melhor a Igreja Deus é Amor, mais uma dessas igrejas neopentecostais criadas recentemente, há poucos meses, freqüentou as páginas dos jornais numa denúncia da FUNAI.
Segundo denúncia da índia Kaiowá, da Ação de Jovens Indígenas de Dourados, nos últimos anos o numero de igrejas tem crescido muito dentro da aldeia de Dourados, tanto na Jaguapiru e na Bororó
Muitos indígenas são atraídos pela igreja pentecostal Deus é Amor. De acordo com dados levantados em setembro de 2009 pela AJI (Ação de jovens indígenas de Dourados) GAPK (Grupo de apoio aos povos Guarani e Aruak), os indígenas têm que passar a frequentar a igreja e andar de acordo com suas doutrinas.
A pentecostal Deus é Amor tem pregado doutrinas muito fortes dentro da aldeia onde quem mais sofre com isso são os adolescentes.
Segundo ela, os adolescentes indígenas que frequentam a igreja, deve andar de acordo com as regras.
Os jovens têm que raspar a cabeça, usar roupa social. As jovens índias, saia abaixo do joelho, não podendo cortar o cabelo
Na aldeia Bororó, um menino de 14 anos, membro dessa igreja, parou de freqüentá-la porque todos seus amigos tinham liberdade de sair, de jogar futebol, de ouvir musica, assistir televisão, o que era proibido pela Igreja Deus é Amor. Revoltado, o menino saiu da igreja. Diz ele que não quer mais ser membro, pois era impedido de tudo. A índia Kaiowá denúncia ainda que “os cultos são todos os dias, é um barulho enorme quando oram, cantam”
Para se conhecer um pouco mais dos usos e costumes da Igreja Deus é Amor, segue uma relação. Destaque-se que essas normas são constantemente fiscalizadas pelos pastores, estando impressas no Regulamento Interno daquela igreja. Dentre as principais proibições direcionadas a todos os membros estão:
· ter e ver TV; não é permitido assistir a nenhum tipo de programação, pois a TV é considerada a imagem da “Besta”.
· escutar programas não evangélicos no rádio; (são orientados e estimulados a ouvir somente a programação da igreja “A Voz da Libertação”, rádios de conteúdo musical evangélico e de noticias também são permitidos).
· praticar qualquer tipo de esportes (os adolescentes são estimulados a não participarem da aula de Educação Física nas escolas, sendo sugeridos trabalhos alternativos para obtenção de nota na matéria);
· exercer qualquer profissão que exija o uso de armas de fogo (segurança, polícia militar, forças armadas).
· As mulheres na Deus é Amor são terminantemente proibidas de:usarem calças compridas, alegam ser roupa de homem (podendo usar somente saias ou vestidos, abaixo dos joelhos e sem aberturas); usarem qualquer tipo de maquiagem e usar qualquer adorno (com exceção da aliança de casamento ou noivado e relógio); cortar os seus cabelos (sendo proibido aparar até mesmo as pontas); tomar qualquer medicamento anticonceptivo (pílula ou injeção) ou praticar qualquer ato que vise evitar filhos (cirurgia).
· Já os homens não podem: usar bermudas ou shorts (mesmo dentro de casa ou para dormir, devem sempre usar calças compridas, não sendo permitida nem a capri); andar sem camisas ou com as mesmas abertas (não sendo permito regatas ou camisetas sem manga); ter bigodes, costeletas ou cabelos crescidos (sendo considerados vaidade);
A Igreja Deus é Amor é considerada uma das mais sectárias seitas eletrônicas praticadas no Brasil. Talvez seja esta a razão pela qual seus membros deixaram seu lugar de oração para “repreender” umbandistas que acendiam velas.
O absurdo não reside na clara e inequívoca intolerância de alguns membros fanatizados daquela Igreja. O absurdo reside que uma demonstração de intolerância tenha tido um desfecho trágico, tantas vezes previsto por mim e pelo meu pai.
E os culpados? Os culpados são todos os agentes públicos que ao longo desses 30 anos, no Ministério das Comunicações, autorizaram a outorga de concessões públicas para “bispos” e “pastores” que jamais passaram pelos rigores de uma universidade teológica, a exemplo das denominações sérias como as dos metodistas, batistas, presbiterianos, adventistas etc. Incapazes, aliás, de agredirem qualquer outra religião.
Essas concessões públicas, nas mãos dessas pessoas, além de servirem para os enriquecerem explorando a boa fé de brasileiros pobres e miseráveis, estimulam o ódio religioso no Brasil.
E sob a mais completa passividade das autoridades. Vergonhoso.
ÁTILA NUNES NETO
Pajelança situada no município catarinense de Jaraguá do Sul, Santa
Catarina, foi invadida por policiais militares armados no dia 26
idade e alguns frequentadores. Além disso, destruiram o atabaque.
Essa violência policial não poderia passar impune. Nossos irmãos de fé, Átila Nunes Filho e Átila Nunes Neto procuraram o governador de Santa Catarina Leonel Pavan, pedindo uma providência enérgica contra essa violencia policial aos umbandistas.
Abaixo, a carta original assinada pelos nossos irmáos Átila Nunes e Átila Nunes Neto ao governador Leonel Pavan, que originou uma resposta enérgica daquela autoridade contra os policiais que agiram com violência, violando a Constituição brasileira
CARTA DE ÁTILA NUNES E ÁTILA NUNES NETO AO GOVERNADOR DE SANTA CATARINASOBRE A VIOLENCIA DA POLÍCIA MILITAR CONTRA OS UMBANDISTAS
Senhor Governador de Santa Catarina Leonel Pavan,
Vossa Excelência comanda um dos estados com maior índice de desenvolvimento humano: Santa Catarina, hoje um sonho para milhões de brasileiros que gostariam de aí residir.
Quando se fala em Santa Catarina, se pensa em civilidade.
O senhor é um político experiente. Foi vereador, prefeito por três vezes de Balneário Camboriu, deputado federal e senador da República. É um democrata experiente na Política e na Administração Pública.
Infelizmente, Senhor Governador, nos últimos dias, milhões de brasileiros que seguem a fé umbandista, sentem-se surpresos com a violência da Policia Militar de seu estado. Essa indignação podemos sentir principalmente na internet, onde são postadas mensagens de repúdio e da mais absoluta indignação.
O que aconteceu na noite de 26 de junho deste ano de 2010 na cidade de Jaraguá do Sul, nos faz lembrar o Rio de Janeiro dos anos 50, quando terreiros de Umbanda eram invadidos e seus dirigentes e médiuns presos pela polícia, hoje, algo impensável em terras fluminenses.
Naquela noite, por volta das 8 da noite, a Tenda de Umbanda Caboclo Pajelança, situada na Rua Adolfo Augusto Zie Mann, 342, Czerniewicz, Jaraguá do Sul, foi invadida por doze homens do 14º Batalhão da Polícia Militar, fortemente armados com pistolas, armas de choque, sprays de gás de pimenta e escopetas, sob o comando do sargento Adriano, que deu voz de prisão à diretora de culto Cristiane Tomaz de Oliveira
A sessão em homenagem aos pretos velhos foi interrompida sob a ameaça dos policiais, determinando às dezenas de pessoas presentes que se calassem e não se movimentassem, sob o risco de terem que usar armas de choque e gás, além de todos serem levados presos. Um ogan, menor de idade, foi conduzido algemado pra o distrito policial
Dona Cristiane, a diretora de culto, tem certeza de estar sendo vítima de perseguição religiosa, haja vista que os policiais militares ao chegarem ao distrito, mostraram um abaixo assinado de vizinhos para que o centro umbandista feche as portas e se mude do bairro.
A violência da polícia de Santa Catarina nesse episódio ultrapassou não apenas os limites legais, mas, sobretudo, o bom senso, beirando a barbárie.
Depoimentos dos presentes ao culto confirmam que a invasão – absolutamente inconstitucional flagrantemente ilegal – ocorreu em meio às ameaças dos policiais, fazendo com que senhoras e crianças entrassem pânico, chorando de medo. Ao questionar a razão da invasão, o ogan menor de idade recebeu ordem para calar-se, tendo seu atabaque danificado com violência por um dos PMs.
Por serem sobejamente conhecidos pelas autoridades, – inclusive Vossa Excelência – seria desnecessário invocar os preconceitos constitucionais que garantem aos brasileiros a “inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”
Desnecessário também, Senhor Governador, lembrar outro preceito constitucional que estabelece que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa.
Ou então, o que preceitua o Código Penal no artigo 208, que trata de ultraje a culto, seu impedimento ou sua perturbação, considerando crime contra o sentimento religioso “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”
Saliente-se ainda, o artigo 140 do Código Penal: se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem, a pena é de reclusão de um a três anos e multa.
Finalmente, poderia ser destacada a Lei de Abuso de Autoridade (Lei Nº 4.898, de 9 de dezembro de 1965) que regula o Direito de Representação e o processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade. O artigo terceiro estabelece como abuso de autoridade qualquer atentado à liberdade de consciência e de crença, ao livre exercício do culto religioso e ao direito de reunião.
É sabido por todos, Senhor Governador, que a Lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989 define os crimes resultantes de preconceito. O artigo primeiro diz que “serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97). O artigo 20 é claro, ao proibir praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Não podemos acreditar, Governador, que o senhor deixe passar em branco, sem uma atitude enérgica, severa, um episódio dessa natureza.
Essa violência jurássica da Polícia Militar, ao arrepio das leis e da Constituição, não condiz com Santa Catarina. Não condiz com a natureza boa, generosa e fraterna do povo catarinense.
Nesse ínterim, enquanto durar as averiguações dentro da Polícia Militar que pediu o prazo inacreditável de 40 dias para chegar a uma conclusão, apesar das dezenas de testemunhas do vilipêndio religioso e do abuso de autoridade, nos mobilizaremos nacionalmente para chamar atenção para a Polícia Militar de Santa Catarina que reproduz práticas coercitivas do início do século passado.
Senhor Governador, reiteramos nossa confiança no seu senso de justiça e de absoluta obediência ao Estado de Direito em vigor no Brasil, e consequentemente, no Estado de Santa Catarina.
ÁTILA NUNES e ÁTILA NUNES NETO
Censo ameaça copiar entrevistas já feitas para “adiantar” o trabalho
“A administração do Lago Norte, do governo do Distrito Federal, avisou em nota que seriam usadas no Censo 2010 do IBGE, “como parâmetro”, respostas dos seus servidores, que nem sequer residem na região, em razão da dificuldade dos recenseadores de entrevistar os moradores. O gerente que de coleta do IBGE do Lago Norte disse que o objetivo da nota seria “estimular os moradores a responderem o questionário”. Moradores de Brasília entenderam que os recenseadores queriam apenas “adiantar” o trabalho, por meio de entrevistas fictícias.”
Inacreditável violência da Polícia Militar de Santa Catarina contra a Umbanda
Governador Leonel Pavan
Secretário de Segurança Abdré Mendes da Silveira
gabinetesecretario@ssp.sc.gov.br
fedra.gabinete@jaraguadosul.com.br, sandra.gabinete@jaraguadosul.com.br,
Senhor Governador de Santa Catarina Leonel Pavan,
Vossa Excelência comanda um dos estados com maior índice de desenvolvimento humano: Santa Catarina, hoje um sonho para milhões de brasileiros que gostariam de aí residir.
Quando se fala em Santa Catarina, se pensa em civilidade.
O senhor é um político experiente. Foi vereador, prefeito por três vezes de Balneário Camboriu, deputado federal e senador da República. É um democrata experiente na Política e na Administração Pública.
Infelizmente, Senhor Governador, nos últimos dias, milhões de brasileiros que seguem a fé umbandista, sentem-se surpresos com a violência da Policia Militar de seu estado. Essa indignação podemos sentir principalmente na internet, onde são postadas mensagens de repúdio e da mais absoluta indignação.
O que aconteceu na noite de 26 de junho deste ano de 2010 na cidade de Jaraguá do Sul, nos faz lembrar o Rio de Janeiro dos anos 50, quando terreiros de Umbanda eram invadidos e seus dirigentes e médiuns presos pela polícia, hoje, algo impensável em terras fluminenses.
Naquela noite, por volta das 8 da noite, a Tenda de Umbanda Caboclo Pajelança, situada na Rua Adolfo Augusto Zie Mann, 342, Czerniewicz, Jaraguá do Sul, foi invadida por doze homens do 14º Batalhão da Polícia Militar, fortemente armados com pistolas, armas de choque, sprays de gás de pimenta e escopetas, sob o comando do sargento Adriano, que deu voz de prisão à diretora de culto Cristiane Tomaz de Oliveira
A sessão em homenagem aos pretos velhos foi interrompida sob a ameaça dos policiais, determinando às dezenas de pessoas presentes que se calassem e não se movimentassem, sob o risco de terem que usar armas de choque e gás, além de todos serem levados presos. Um ogan, menor de idade, foi conduzido algemado pra o distrito policial
Dona Cristiane, a diretora de culto, tem certeza de estar sendo vítima de perseguição religiosa, haja vista que os policiais militares ao chegarem ao distrito, mostraram um abaixo assinado de vizinhos para que o centro umbandista feche as portas e se mude do bairro.
A violência da polícia de Santa Catarina nesse episódio ultrapassou não apenas os limites legais, mas, sobretudo, o bom senso, beirando a barbárie.
Depoimentos dos presentes ao culto confirmam que a invasão – absolutamente inconstitucional flagrantemente ilegal – ocorreu em meio às ameaças dos policiais, fazendo com que senhoras e crianças entrassem pânico, chorando de medo. Ao questionar a razão da invasão, o ogan menor de idade recebeu ordem para calar-se, tendo seu atabaque danificado com violência por um dos PMs.
Por serem sobejamente conhecidos pelas autoridades, – inclusive Vossa Excelência – seria desnecessário invocar os preconceitos constitucionais que garantem aos brasileiros a “inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”
Desnecessário também, Senhor Governador, lembrar outro preceito constitucional que estabelece que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa.
Ou então, o que preceitua o Código Penal no artigo 208, que trata de ultraje a culto, seu impedimento ou sua perturbação, considerando crime contra o sentimento religioso “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”
Saliente-se ainda, o artigo 140 do Código Penal: se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem, a pena é de reclusão de um a três anos e multa.
Finalmente, poderia ser destacada a Lei de Abuso de Autoridade (Lei Nº 4.898, de 9 de dezembro de 1965) que regula o Direito de Representação e o processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade. O artigo terceiro estabelece como abuso de autoridade qualquer atentado à liberdade de consciência e de crença, ao livre exercício do culto religioso e ao direito de reunião.
É sabido por todos, Senhor Governador, que a Lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989 define os crimes resultantes de preconceito. O artigo primeiro diz que “serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97). O artigo 20 é claro, ao proibir praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Não podemos acreditar, Governador, que o senhor deixe passar em branco, sem uma atitude enérgica, severa, um episódio dessa natureza.
Essa violência jurássica da Polícia Militar, ao arrepio das leis e da Constituição, não condiz com Santa Catarina. Não condiz com a natureza boa, generosa e fraterna do povo catarinense.
Nesse ínterim, enquanto durar as averiguações dentro da Polícia Militar que pediu o prazo inacreditável de 40 dias para chegar a uma conclusão, apesar das dezenas de testemunhas do vilipêndio religioso e do abuso de autoridade, nos mobilizaremos nacionalmente para chamar atenção para a Polícia Militar de Santa Catarina que reproduz práticas coercitivas do início do século passado.
Senhor Governador, reiteramos nossa confiança no seu senso de justiça e de absoluta obediência ao Estado de Direito em vigor no Brasil, e consequentemente, no Estado de Santa Catarina.
ÁTILA NUNES e ÁTILA NUNES NETO
atilanunes@emdefesadaumbanda.com.br
TERREIROS INJUSTIÇADOS
ÁTILA NUNES FILHO e ÁTILA NUNES NETO
Segundo o IBGE, quase 20 milhões de brasileiros confessaram-se espíritas, umbandistas e candomblecistas. Estima-se que outros tantos milhões – que mesmo não freqüentando centros e terreiros e dizendo-se católicos – consideram-se espiritualistas. São brasileiros convictos da existência da comunicação com os espíritos. Crêem na reencarnação.
Por isso, pegou de surpresa a decisão da candidata á presidente do Brasil, Dilma Roussef, em mandar a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial adiar o anúncio do Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa, para evitar novos atritos com evangélicos e a Igreja Católica em ano eleitoral
Esse plano prevê a legalização fundiária dos imóveis ocupados por terreiros de umbanda e candomblé e até o tombamento de casas de culto.
Ele seria lançado no último dia 20 de janeiro, às vésperas do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, mas, na última hora, o governo recuou, “para evitar novos atritos com evangélicos e a Igreja Católica em ano eleitoral”
Segundo o jornal Estado de São Paulo, “desde o ano passado, Dilma tem feito esforços para se aproximar de católicos e evangélicos, sendo preciso evitar novos embates que possam criar ruídos de comunicação e prejudicar sua campanha”. Por isso, segundo ainda o jornal, desde o ano passado, a ministra tem feito todos os esforços para se aproximar tanto de católicos quanto de evangélicos e já percorreu várias igrejas.
Diante de uma plateia de praticantes de umbanda e candomblé, que se reuniram no último dia 20 no Ministério da Justiça, plateia esta composta de dirigentes de terreiros vindos de várias partes do Brasil, foi anunciado o adiamento da inclusão da preservação dos terreiros do Plano.
Surpreendente mesmo foi a declaração do coordenador do Plano, Alexandro Reis, responsável pelas Políticas para Comunidades Tradicionais. Segundo ele – no intuito de justificar a exclusão dos terreiros – “a preocupação do governo é que, por motivos eleitorais, o governo precisa pactuar com evangélicos e católicos, por causa das eleições deste ano”
Para o pastor Ronaldo Fonseca, presidente do Conselho Político da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, “o governo não deve gastar dinheiro com tombamento de terreiros”. Não se sabe ainda a opinião desse senhor sobre as centenárias igrejas católicas preservadas por todo o país, graças à política de tombamento que existe há décadas.
Qual é o significado desse tipo de atitude que espelha o medo de perder votos ao se negar a reconhecer a inquestionável importância dos cultos afrobrasileiros? A atitude da candidata a presidente Dilma Roussef exige nossa atenção para as eleições deste ano. Como se comportarão José Serra e Marina Silva em relação aos umbandistas e candomblecistas?
Que tipo de governo teremos nos próximos 4 anos? Um governo que ignora a existência de milhões de brasileiros adeptos dos cultos afros? Um governo que se alquebra, que fica de quatro diante de católicos e evangélicos?
Isso significa continuar entregando mais e mais concessões de rádio e TV às seitas eletrônicas que as utilizam para ofender e vilipendiar umbandistas e candomblecistas? É isso que nos espera? Temos o direito de saber o que nos aguarda no próximo governo: um tratamento igualitário e justo, ou um tratamento sectário, de isolamento dos umbandistas e candomblecistas.
Os seguidores dos cultos afros enfrentaram os senhores de engenho e a Igreja durante a colonização. Enfrentaram a Polícia na primeira metade do século passado. Nos últimos 30 anos, enfrentam os fanáticos das seitas evangélicas. E hoje, surpreendentemente, são vítimas de interesses eleitorais.
Vivemos numa democracia, contudo. O Poder Judiciário, na esfera federal, raramente se verga às pressões políticas. E como democratas, da mesma forma como defendemos um tratamento justo para os seguidores dos cultos afros, igual ao que é dado aos católicos e evangélicos, vamos invocar todos os recursos legais ao nosso alcance, para fazer valer a incontestável verdade de que o Brasil é uma democracia religiosa.
Qualquer um dos candidatos à presidente que se se dobrar perante às pressões religiosas, estará praticando discriminação. Deixará de ser justo.
E a injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos (Átila Nunes Filho e Átila Nunes Neto).
A luta pela sobrevivência de um dos mais tradicionais centros espíritas do Brasil
Ao longo dos últimos 50 anos, nossa família tem se dedicado aos postulados espiritualistas. E sempre tivemos a ajuda de irmãos anônimos que, em cada centro, mantiveram viva a luta contra a discriminação.
A maioria dos centros não tem recursos, é verdade. Ainda assim, quase todas as casas de caridade se mantêm abertas graças à dedicação não só dos dirigentes, mas dos seus colaboradores.
Hoje, viemos pedir sua solidariedade para o Centro Espírita Bezerra de Menezes.
O Centro funciona na casa onde o Dr. Bezerra de Menezes dava consultas. Na época, funcionava uma farmácia no térreo e ele atendia no sobrado.
Quando desencarnou, o espaço ficou abandonado. O médium Paulo Garrido então, alugou a parte de cima, onde passou a funcionar o Centro Espírita Bezerra de Menezes. Nesse espaço ainda existe a sala com a mesma mesa em que ele atendia pacientes.
Atualmente são feitas palestras espíritas, atendimento de psicografia, desobsessão, passes, além de programas de assistência para desabrigados e moradores de rua, através de cestas básicas e refeições. E como sempre, com a colaboração de doações de voluntários.
O maior desafio é a ausência de receita. O Centro tem uma divida em impostos no valor de R$35.000,00, e a ordem de despejo está marcada para o próximo dia 25 de novembro!
Apesar de já termos conseguido a isenção de IPTU, concedendo ao centro o título de utilidade pública, ainda há muito o que fazer.
Bezerra de Menezes é uma personalidade emblemática do Espiritismo. E o centro espírita que leva seu nome foi dirigido por muitos anos por Paulo Garrido, que tinha especial carinho e respeito pelas entidades que incorporam nos médiuns umbandistas.
Sua filha, Selma Garrido, dirige hoje essa casa de caridade. E é chegada a hora de todos que crêem na reencarnação, como os espíritas, umbandistas e candomblecistas, se unirem para salvar essa casa tradicional.
Podemos fazer nossa parte, da mesma forma como – tenho certeza – o saudoso Paulo Garrido e sua herdeira, fariam por uma casa de matriz africana.
Como ajudá-los?
Haverá um Chá Beneficente – 19 de outubro, 3ª feira, às 18:30, ingressos a R$5,00 (toda renda obtida será revertida para salvar o Centro) – informações 2489-6715 ou 9975-5279
Acontecerá também uma peça teatral “Aconteceu no Centro Espírita” – ingressos limitados por R$5,00(toda renda obtida será revertida para salvar o Centro) – informações 3458-7766
Outra forma de ajuda é através de doações na sede do Centro Espírita Bezerra de Menezes (com recibo constando CNPJ do Centro) – Rua da Constituição, 45, sobrado, Centro- informações 2222-2750, ou então, através de doações para a conta de Selma Garrido (filha de Paulo Garrido, presidente do Centro Espírita Bezerra de Menezes) – CEF – ag 2387 /operação 013 / conta poupança 025156-1 – Selma Garrido Coelho
Outra maneira é a aquisição de camisetas “Eu Ajudo – Centro Espírita Bezerra de Menezes” - vendidas no Centro Espírita Bezerra de Meneses, Templo Estrela do Oriente e Centro de Umbanda Caminhos de Aruanda , por R$16,00 – informações 2489-6715 ou 9975-5279
Por favor, participem e divulguem.De mãos dadas, espíritas, umbandistas e candomblecistas poderão salvar o Centro Espírita Bezerra de Menezes!
Mais uma vez, obrigado. Somos gratos a todos.
Que Deus e os espíritos de luz guardem, protejam e abençoem nossos caminhos.
Com o carinho dos seus irmãos,
Átila Nunes Filho e Átila Nunes Neto
Defendido por neopentecostais, ensino religioso é descartado pela Prefeitura do Rio
“O Conselho Municipal do Rio de Janeiro, reafirmando o caráter laico da escola pública, compreende que o ensino religioso não se constitui em uma área de conhecimento específica que deva ser tratada nos moldes disciplinares”.
“O Conselho compreende que ele integra o que as Diretrizes Curriculares Nacionais nomeiam como Princípios (éticos, estéticos e políticos), devendo, portanto, ser tratado, na condição de Princípio, como um balizador dos Projetos Políticos Pedagógicos, sem hierarquização face a outros valores que circulam na cultura”.
FILME SOBRE CHICO XAVIER: ATORES ESPÍRITAS
Por via das dúvidas, enviamos o trailler do filme sobre a vida do Chico Xavier, filme imperdível para todos os espiritualistas, para os que crêem na comunicação dos espíritos e são reencarcionistas
Sucessos como o recente filme “Bezerra de Menezes, o Diário de um Espírito” com Carlos Vereza, e agora, o certamente exitoso filme sobre a vida do Chico Xavier, dirigido por Daniel Filho, consolidam a certeza de o Brasil é o maior país espírita do mundo
Chama atenção o elenco dirigido por Daniel Filho: Nelson Xavier (que interpreta Chico na fase adulta), Leticia Sabatela, Angelo Antonio, Giulia Gam, Tony Ramos, Christiane Torloni, Cásio Gabus Menes, Cássia Kiss, entre outros
Tres filmes sobre Chico Xavier serão lançados até 2 abril deste ano, quando o médium faria cem anos.
Um deles (trailler abaixo) é o dirigido por Daniel Filho e é baseado em biografias como “As Vidas de Chico Xavier”, escrito pelo jornalista Marcel Souto Maior.
As outras duas produções também prometem.
Uma delas é a adaptação do best-seller de Chico, “Nosso Lar”, que já teve os direitos cedidos pela Federação Espírita Brasileira e deverá ser distribuído pela Fox.
O outro vem do empresário Luis Eduardo Girão, que no ano passado financiou Bezerra de Menezes e, agora, lançará “As Mães de Chico Xavier”.
Pelo trailler, o filme é imperdível.
Com o abraço fraterno do irmão
ÁTILA NUNES
Muita paz!
LINK PARA O TRAILLER:
LINK PARA O SITE OFICIAL DO FILME:
ÁTILA NUNES CONSEGUE APROVAR DELEGACIA DE CRIMES CONTRA INTOLERÂNCIA NO RJ
O Rio de Janeiro criará uma delegacia especializada em investigação de atos violentos e discriminatórios por racismo, intolerância religiosa e demais manifestações de preconceito.
A criação da delegacia especializada foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio, que recuperou um projeto de lei de 2008 que tinha sido vetado. Os deputados derrubaram o veto, transformando em lei o projeto de autoria do deputado Átila Nunes.
O projeto teve votos contrários da bancada evangélica. Alguns deputados afirmaram que “a proposta do Átila Nunes fará com que pastores sejam impedidos de externarem suas opiniões sobre práticas demoníacas, porque poderão ser enquadrados pela nova delegacia”. O projeto que data de 2008 só se tornou lei agora, porque os deputados evangélicos tentaram de todas as formas criar obstáculos para a tramitação do projeto. Para eles, “é um cerceamento da liberdade de se poder criticar a macumbaria e outras formas de manifestações ditas religiosas”, numa clara crítica aos cultos afro-brasileiros.
A nova delegacia estará dedicada a registrar, investigar e adotar todos os procedimentos policiais aplicáveis nos casos de racismo e intolerância religiosa nos quais ocorra violência ou discriminação da vítima. Também oferecerá aos cidadãos um telefone gratuito para receber denúncias de agressões ou atos discriminatórios
“O Rio de Janeiro, apesar de ser tão liberal, é o estado que mais registra casos de discriminação e preconceito racial, religioso e por condição socioeconômica ou procedência nacional”, afirmou o deputado Átila Nunes, autor da proposta vitoriosa. Segundo o deputado, denúncias de racismo são registradas a cada 15 dias nas delegacias do Rio de Janeiro. Átila Nunes, afirmou que a frequência com que esses crimes ocorrem no estado justificam a criação de uma delegacia especializada. Ele citou ainda os casos de ofensas a obesos.
Átila disse que a ideia partiu de seu filho, Átila Nunes Neto, que chamou atenção para a necessidade do Rio de Janeiro ter uma delegacia especializada para crimes contra intolerancia, em razáo da quantidade de casos registrados, que incluem até depredaçoes de centros umbandistas.
Caberá à delegacia registrar, investigar, abrir inquérito e adotar os demais procedimentos policiais nos casos que envolvam violência ou discriminação. De acordo com a proposta, a delegacia deverá disponibilizar atendimento telefônico gratuito para receber denúncias
ÍNTEGRA DO PROJETO DE LEI Nº 1609/2008 QUE CRIA A DELEGACIA DE CRIMES RACIAIS E DELITOS DE INTOLERANCIA – DECRADI/
Autor: Deputado Átila Nunes/
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:
Art. 1º – Fica criada a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância – DECRADI, com a finalidade de combater todos os crimes praticados contra pessoas, entidades ou patrimônios públicos ou privados, cuja motivação seja o preconceito ou a intolerância.
Art. 2º – Compete à DECRADI, registrar, investigar, abrir inquérito e adotar os demais procedimentos policiais necessários, nos casos que envolvam violência ou discriminação contra as pessoas, objetivando a efetiva aplicação da Legislação em vigor e assegurar os direitos de todos os cidadãos, independente de cor, raça ou credo religioso.
Art. 3º – A DECRADI disponibilizará uma linha telefônica 0800 com o objetivo de receber denúncias e informações sobre discriminação ou desrespeito à cidadania ou qualquer outro tipo de agressão.
Art. 4º – As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta do Orçamento do Estado, que fica autorizado a abrir crédito suplementar.
Art. 5º – Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 10 de Junho de 2008.
DEPUTADO ÁTILA NUNES
JUSTIFICATIVA
A luz dos últimos acontecimentos amplamente divulgados na mídia falada, escrita e televisionada, que demonstram ser grande o preconceito e a intolerância, seja racial, religiosa ou de cor, com fatos, onde a violência e o desrespeito contra as pessoas tem sido a causa principal de atos de vandalismo, agressões físicas e verbais.
Toda imprensa noticiou recentemente a perseguição religiosa sofrida pelos umbandistas, sendo expulsos das comunidades por membros do tráfico de drogas ou templos umbandistas sendo invadidos e depredados por seguidores de outras religiões.
Faz-se necessário criar uma delegacia especializada para o atendimento desses casos, tendo em vista o aumento contínuo das ocorrências de crimes, cada vez mais violentos e graves, que merecem todo o amparo por parte do Poder Público, para cumprir o que determina os incisos VI e VIII do art. 5º Constituição Federal, garantindo-se assim o direito a liberdade, a vida e a segurança.
Pelo exposto, conto com o apoio dos meus pares na aprovação do presente projeto.
Filme imperdível
Fui ver o filme “Além da Vida” de Clint Eastwood.
Não é um filme espírita como Chico Xavier ou Nosso Lar. Não é um filme sobre o além ou sobre a morte ou sobre o depois.
É um filme sobre o agora e como que o passado interfere tão diretamente no nosso presente.
São 3 histórias:
- Uma jornalista francesa que passa férias na Tailândia vive o drama de uma onda gigante (tsunami). A onda a arrasta pela cidade e por alguns segundos ela morre.
- Um operário de São Francisco tem o poder da mediunidade, mas acredita que isso é uma maldição e não um dom. Tenta de todas as formas não se comunicar com os mortos, mas em alguns momentos isto é impossível.
- Em Londres dois garotos gêmeos vivem com sua mãe drogada. Um irmão é alegre e falante. O outro é quieto e dependente do falante.
As histórias vão acontecendo paralelamente e as emoções iam me invadindo sem dar trégua.
Tem um boné na história dos dois irmãos que nos leva a uma das cenas mais intensas do filme.
O operário médium é um homem solitário que tem um irmão mais velho que insiste que ele deve ganhar dinheiro com o seu poder paranormal.
A jornalista francesa é apresentadora de TV. Uma celebridade que tem sua vida desmontada ao perceber que aquele tsunami na Tailanda varreu algumas certezas que ela tinha sobre a vida. Ela quer entender melhor o que vem depois. O que ocorre na vida das pessoas quando elas morrem.
Por conta deste interesse perde credibilidade no seu trabalho, ela provoca uma virada na sua vida ao querer de fato responder algumas perguntas que não estão claras para ela.
Eles vão se encontrar nos últimos 20 minutos do filme, mas antes que isso ocorra eles vão de forma muito solitária viver situações que de certa forma todos nós já vivemos.
De certa forma todos nós já buscamos algo impossível. Já tentamos ter alguém que se foi. Já perdemos a alegria por conta de perdas que podem parecer duras de mais para serem entendidas.
O encontro do menino com o médium é arrepiante. O filme termina prá cima.
É absolutamente imperdível.
ÁTILA NUNES NETO
Muita paz!
A lei que impede que atos de discriminação sejam
registrados como “brigas de vizinhos”
O Estado do Rio de Janeiro é o estado brasileiro que mais leis possui em defesa da liberdade religiosa. Essas leis foram elaboradas pelos meu saudoso avô, Átila Nunes (deputado pelo antigo Estado da Guanabara), minha avó Bambina Bucci (vereadora pelo Rio) e meu pai, o atual deputado Átila Nunes Filho.
Como vereador também pelo Rio, tive a oportunidade de atualizar algumas dessas leis.
| ESTABELECE SANÇÕES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA APLICÁVEIS A QUALQUER TIPO DE DISCRIMINAÇÃO EM RAZÃO DE ETNIA, RAÇA, COR, CRENÇA RELIGIOSA OU DE SER PORTADOR DE DEFICIÊNCIA. |
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO,
Art. 1º - A prática de atos de discriminação em razão de etnia, raça, cor, crença religiosa ou de ser portador de deficiência, sujeitará o agente às sanções previstas nesta Lei, sem prejuízo de outras cominações legais.
Art. 2º - Constitui discriminação para os fins previstos nesta Lei:
I - impedir ou dificultar o acesso de alguém devidamente habilitado a qualquer cargo da administração direta, indireta ou fundacional, bem como de concessionária de serviços públicos;
II - negar ou dificultar emprego em empresa privada;
III - recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial ou de prestação de serviços, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador;
IV - recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau;
V - impedir o acesso ou recusar atendimento em estabelecimentos desportivos, casas de diversões ou clubes sociais abertos ao público;
VI - impedir o acesso às entradas sociais de edifícios públicos ou residenciais, elevadores ou escadas;
VII - impedir o acesso ou o uso de transportes públicos, de qualquer natureza;
VIII - impedir ou dificultar, por qualquer meio ou forma, o casamento, a união familiar ou a convivência social;
IX - praticar, induzir ou incitar, pelos meios de comunicação social ou por publicação de qualquer natureza, a discriminação ou o preconceito em razão da etnia, raça, cor crença religiosa ou de ser portador de deficiência.
Art. 3º - A infração ao disposto nesta lei, praticada por servidores públicos no desempenho de sua função, ou demais pessoas sob o poder disciplinar da administração pública, sujeitará o infrator às seguintes penas:
I - multa;
II - suspensão;
III - demissão;
IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
V - destituição de cargo em comissão, ou de função gratificada.
Parágrafo único - O Conselho de que trata o artigo 6º poderá, nos casos dos incisos II a V deste artigo, recomendar a autoridade competente enunciada no § 1º do art. 7º a restrição, por tempo determinado, a ocupação de cargo, emprego ou função pública.
Art. 4º - O desrespeito ao disposto nesta Lei praticada por particular ou entidade privada, inclusive delegatário de serviços públicos a qualquer título, sujeitará o infrator às seguintes sanções:
I - multa;
II - suspensão provisória do direito de participar de licitações com os órgãos e entidades da Administração estadual direta, indireta ou fundacional;
III - declaração de inidoneidade para licitar e ou contratar com os órgãos e entidades indicadas no inciso anterior;
IV - recomendação para suspensão de alvará ou interdição provisória de atividades ou estabelecimentos.
Parágrafo único - No caso do inciso IV, a recomendação será encaminhada por ofício ao órgão municipal competente, acompanhada de elementos que justifiquem a medida.
Art. 5º - Apurada a infração em processo administrativo regular, a autoridade administrativa competente, tendo em conta a natureza e a gravidade da infração cometida, aplicará a sanção que reputar cabível, motivadamente, dentre as previstas na presente Lei, observados os seguintes critérios:
I - nos casos do art. 3º:
a) a multa variará entre o mínimo de 1 (uma) e o máximo de 500 UFERJ’s;
b) a suspensão não deverá ser superior a 60 (sessenta) dias, podendo ser cumulada com a pena de multa;
c) as penas previstas nos incisos III a V somente deverão ser aplicadas em caso de reincidência.
II - nos casos do art. 4º:
a) a multa variará entre o mínimo de 1 (uma) e o máximo de 500 UFERJ’s, e poderá ser cumulada com qualquer das outras sanções;
b) as penas previstas nos incisos III e IV somente deverão ser aplicadas em caso de reincidência.
Art. 6º - O processo administrativo será instaurado pelo Governador ou pelo Secretário de Estado de Justiça ou pelo Procurador-Geral da Justiça, sendo ouvido o Conselho Comunitário de Defesa Social e assegurando-se ao acusado ampla defesa.
Art. 7º - O processo administrativo será conduzido por comissão composta de 3 (três) servidores estáveis, designados pelo Secretário de Estado de Justiça, e deverá ser concluído no prazo de 60 (sessenta) dias, prorrogável por igual período.
§ 1º - Ao Governador ou ao Secretário de Estado de Justiça, conforme o caso, caberá a aplicação da sanção recomendada no parecer conclusivo da Comissão prevista no artigo 6º.
§ 2º - Se no curso do processo administrativo forem apurados indícios de ocorrência de infração penal, o Secretário de Estado de Justiça determinará a remessa de peças ao Ministério Público.
Art. 8º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Poderiam colocar uma lista de livros que, nós, umbandistas, pudéssemos estudar a religião?